(Ela) -Amar é: fechar os olhos e ver você...
(Ele)- Amar é: respirar e sentir seu perfume...
Escrito e postado às 14:20
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
É de dentro
Inspirado no poema Pergunte ao Pó, de Paulo Leminski.
Pergunte ao Pó
cresce a vida
cresce o tempo
cresce tudo
e vira sempre
esse momento.
cresce o ponto
bem no meio
do amor seu centro
assim como
o que a gente sente
e não diz
cresce dentro
É de dentro
É de dentro!
Sorrateiro, silencioso, rasteiro,
Vem do peito essa aflição,
Que às vezes é força,
Às vezes solidão.
Confundo-me com o espelho,
Olho e não vejo.
Queria enxergar a alma,
Desvendá-la, desnudá-la,
Descobrir-me das vestes,
Inclusive a dos outros.
Talvez assim eu entendesse,
Que o que é de dentro,
Não é para ser visto,
Não se vê, mas se sente, o que foi vivido.
O que é de dentro,
Guardado e trancado na gaveta mais funda da alma,
Só pode ser lembrado, revisitado,
Ou, se a gente perder a chave,
Pode até ser mudado...
Escrito e postado por Joyce às 13:46
Pergunte ao Pó
cresce a vida
cresce o tempo
cresce tudo
e vira sempre
esse momento.
cresce o ponto
bem no meio
do amor seu centro
assim como
o que a gente sente
e não diz
cresce dentro
É de dentro
É de dentro!
Sorrateiro, silencioso, rasteiro,
Vem do peito essa aflição,
Que às vezes é força,
Às vezes solidão.
Confundo-me com o espelho,
Olho e não vejo.
Queria enxergar a alma,
Desvendá-la, desnudá-la,
Descobrir-me das vestes,
Inclusive a dos outros.
Talvez assim eu entendesse,
Que o que é de dentro,
Não é para ser visto,
Não se vê, mas se sente, o que foi vivido.
O que é de dentro,
Guardado e trancado na gaveta mais funda da alma,
Só pode ser lembrado, revisitado,
Ou, se a gente perder a chave,
Pode até ser mudado...
Escrito e postado por Joyce às 13:46
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Acerto de Contas
-Acabou.
-Por que? Como assim? Desde quando?
-Não sei, acabou, morreu, se perdeu.
-E agora, essa dúvida; firme, triste, que insiste...
-Foi você? Fui eu? Foi Maria?
-Lamento.
- Foi a vida...
Escrito e postado por Joyce as 11:40
-Por que? Como assim? Desde quando?
-Não sei, acabou, morreu, se perdeu.
-E agora, essa dúvida; firme, triste, que insiste...
-Foi você? Fui eu? Foi Maria?
-Lamento.
- Foi a vida...
Escrito e postado por Joyce as 11:40
sexta-feira, 26 de março de 2010
Saudade
É um sentimento, é um pensamento?
Saudade é um negócio de doido!
Vem da onde? Vem por quê?
Nunca avisa: não dá recado, não liga; não manda carta.
Simplesmente chega...
Às vezes, vem e vai, leve como uma brisa.
Noutras, parece um terremoto,
Tamanha a força que tem e o estrago que fica.
Alguém saberia defini-la?
Eu não sei, mas me arrisco...
Saudade é vontade!!!
É vontade sufocada;
Sufocada e misturada: do gosto de um beijo, da lembrança de um sorriso...
É, saudade; é vontade sufocada e misturada de passado.
Um passado que foi, mas que ainda vive.
Escrito e postado por Joyce às 16:07
Saudade é um negócio de doido!
Vem da onde? Vem por quê?
Nunca avisa: não dá recado, não liga; não manda carta.
Simplesmente chega...
Às vezes, vem e vai, leve como uma brisa.
Noutras, parece um terremoto,
Tamanha a força que tem e o estrago que fica.
Alguém saberia defini-la?
Eu não sei, mas me arrisco...
Saudade é vontade!!!
É vontade sufocada;
Sufocada e misturada: do gosto de um beijo, da lembrança de um sorriso...
É, saudade; é vontade sufocada e misturada de passado.
Um passado que foi, mas que ainda vive.
Escrito e postado por Joyce às 16:07
quinta-feira, 18 de março de 2010
...
Enquanto a inspiração, não vem, aproprio-me e compartilho com vocês um texto da Clarice Lispector - aliás, é provável que ela sempre apareça por aqui. É, sou fã mesmo rs...
Um texto, que para mim, é um retrato do que seria um amor, ou melhor uma relação ideal entre um homem e uma mulher e como esse amor antes leve e doce, vai sendo carregado e transportado para o terreno da dúvida e consequentemente, tornando se pesado e doloroso, muito por que nós insistimos em querer certezas, querer seguranças...
Bom, chega de falar, Boa Leitura!!
"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
Clarice Lispector
Um texto, que para mim, é um retrato do que seria um amor, ou melhor uma relação ideal entre um homem e uma mulher e como esse amor antes leve e doce, vai sendo carregado e transportado para o terreno da dúvida e consequentemente, tornando se pesado e doloroso, muito por que nós insistimos em querer certezas, querer seguranças...
Bom, chega de falar, Boa Leitura!!
"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
Clarice Lispector
terça-feira, 9 de março de 2010
Dura
Quanto tempo?
O tempo que eu quiser.
O tempo que só o tempo pode saber.
Perdura
O amor perdido.
O sonho interrompido.
O sussurro dos seus lábios no meu ouvido.
Reluta
Na palavra não dita.
No silêncio que grita.
Na comodidade que aprisiona.
Apura
Seus desejos, bloqueios.
Suas angústias, censuras.
tuas dúvidas, perscruta.
Cura
A ferida, com paciência.
A ausência, amando.
O medo, conhecendo.
A dor vivendo.
Postado por Joyce. (Das Antigas) Escrito em nov/2008
O tempo que eu quiser.
O tempo que só o tempo pode saber.
Perdura
O amor perdido.
O sonho interrompido.
O sussurro dos seus lábios no meu ouvido.
Reluta
Na palavra não dita.
No silêncio que grita.
Na comodidade que aprisiona.
Apura
Seus desejos, bloqueios.
Suas angústias, censuras.
tuas dúvidas, perscruta.
Cura
A ferida, com paciência.
A ausência, amando.
O medo, conhecendo.
A dor vivendo.
Postado por Joyce. (Das Antigas) Escrito em nov/2008
quinta-feira, 4 de março de 2010
Ah!, esse medo antigo e escondido.
De ouvir o silêncio, de calar o meu grito.
Essa estranha mania de viver sonhando, acreditando...
Será que não dava pra nascer de novo, menos otimista e mais realista.
Esse otimismo; que a tudo quer justificar.
Não se engane; chamando-o de ingênuo, de bonito.
Ele é na verdade, mais uma forma de egoísmo.
Postado por Joyce
De ouvir o silêncio, de calar o meu grito.
Essa estranha mania de viver sonhando, acreditando...
Será que não dava pra nascer de novo, menos otimista e mais realista.
Esse otimismo; que a tudo quer justificar.
Não se engane; chamando-o de ingênuo, de bonito.
Ele é na verdade, mais uma forma de egoísmo.
Postado por Joyce
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